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Mais conhecida como Maria Fumaça ou simplesmente “310”, a locomotiva acima pertenceu à rede Viação Paraná-Santa Catarina e à Rede Ferroviária Federal, foi desativada e virou monumento aos ferroviários enquanto ficou estacionada por 28 anos na Praça Visconde de Nácar. Recuperada recentemente, se tornou um dos principais atrativos das cidades de União da Vitória/PR e Porto União/SC.

A linha-tronco da Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (RVPSC, 1942-1975) Itararé-Uruguai, teve a sua construção iniciada em 1896 e o seu primeiro trecho aberto em 1900, entre Piraí do Sul e Rebouças, entroncando-se em Ponta Grossa com a Estrada de Ferro Paraná. Ao Sul, atingiu União da Vitória em 1905 e Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul, em 1910. Trens de passageiros, inclusive o famoso Trem Internacional São Paulo-Montevideo (este entre 1943 e 1954) passaram anos por sua linha. Em 1995, o trecho Engenheiro Gutierrez-Porto União foi erradicado e o trecho Porto União-Marcelino Ramos é utilizado hoje apenas por trens turísticos de periodicidade irregular (caso do passeio da Maria Fumaça) e trens de capina.
A cidade de União da Vitória, junto com Porto União, se tornou o foco da Guerra do Contestado entre os anos de 1912 e 1916; uma guerra civil com duração de quatro anos desencadeada após a iniciativa do governo brasileiro de ceder em pagamento pela construção da ferrovia São Paulo-Rio Grande as terras marginais à estrada numa faixa de 15 quilômetros de largura. Sede do Quartel General e campo de pouso das primeiras aeronaves em ações bélicas no país, o conflito reuniu as polícias estaduais, exército e milícias da Lumber Colonization (empresa encarregada de construir a estrada de ferro) para retirar, a força, sertanejos, índios, pequenos proprietários ou apenas posseiros das terras no trajeto da estrada.
A guerra terminou com um acordo de limites assinado pelos Estados do Paraná e Santa Catarina em 1917, com milhares de sertanejos mortos, feridos, prisioneiros e miseráveis andarilhos circulando pela região, chegando às cidades pela mesma ferrovia que lhes tirara as terras.
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No mesmo local é possível conhecer a Estação Ferroviária União, uma das mais belas do interior do Brasil. Constituída de dois corpos iguais, um em cada Estado que, unidos por enorme arco, carregam parte da história e sugerem o resgate da união, do povo e da terra, dividida ao final do conflito.




Conhecidas como “Gêmeas do Iguaçu” as duas cidades possuem ainda hoje atrativos que se completam no território de cada município. Na Rota dos Tropeiros, caminho para alcançar o mercado de Viamão/SP, situa-se o local de passagem do gado pelo Rio Iguaçu, o Marco da Divisa e a área onde aportavam os vapores que deram motivação ao nome da cidade de Porto da União, além de inúmeras e belas cachoeiras.


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Sr. Antônio Xavier Paes, 76 anos. Mecânico da locomotiva, foi supervisor da manutenção de trens da extinta Rede Ferroviária Federal, em União da Vitória de 1960 a 1990.

Segundo o último levantamento, restam hoje em todo o Brasil 419 locomotivas a vapor. Destas, trafegando em trens turísticos não existem mais que 20 e, no Paraná, esta é a única funcionando. O trem é um marco histórico do desenvolvimento da região.
Antônio Xavier Paes

Um roteiro para quem quer passar o dia em contato com a natureza e conhecer parte da história do Paraná: belas cachoeiras (Campo Alto, 50m de altura; Cintura de Noiva, 40m de altura, Cachoeira da Gruta, Piscina), a Gruta da Nossa Senhora da Salette, uma histórica Igreja Ucraniana e o Parque Histórico Iguassú.
O Parque segue a característica de um Museu ao Ar Livre. Conta a história da ocupação ao longo do vale do rio Iguaçu, da região centro-sul do Estado do Paraná incluindo aspectos sócio econômicos da colonização, desenvolvimento da cultura, modos de vida, religiosidade e tradições.
Foram recriados ambientes que caracterizam os diversos períodos da colonização e restaurados equipamentos de transformação de produtos agrícolas reconstituindo os ciclos econômicos: moinho colonial, engenho de erva mate (barbaquá), moenda, monjolo, atafona (beneficiamento de farinha de mandioca).
Uma trilha denominada “Caminho Histórico do Paraná” está sendo criada para retratar o ciclo histórico desde os primeiros habitantes indígenas, as primeiras expedições militares, tropeiros e o Contestado e os ciclos econômicos da erva mate e da madeira.
Com agendamento, o Parque oferece almoço e passeios de barco na represa de Foz do Areia fazendo aproximação às cachoeiras do Rio Palmital e do Tigre. A capacidade máxima do barco C. Iguassu é de 15 pessoas
Os passeios da Rota Sul são comercializados pelas Agências Caminhos do Iguassú e a Centrus Idiomas e Viagens. Grupo mínimo: 08 pessoas.
City Tour
Conheça os principais atrativos de União da Vitória, a cidade que, junto com Porto União, se tornou o foco da Guerra do Contestado entre os anos de 1912 e 1916. Sede do Quartel General e campo de pouso das primeiras aeronaves em ações bélicas no país, o conflito reuniu as polícias estaduais, exército e milícias da Lumber Colonization para retirar – a força – sertanejos, índios, pequenos proprietários ou apenas posseiros das terras no trajeto da estrada de ferro.
Uma verdadeira guerra civil com duração de quatro anos desencadeada após a iniciativa do governo brasileiro de ceder em pagamento – pela construção da ferrovia São Paulo – Rio Grande, as terras marginais à estrada numa faixa de 15 quilômetros de largura, de cada lado.
A guerra termina com um Acordo de Limites assinado pelos Estados do Paraná e Santa Catarina em 1917 com milhares de sertanejos mortos, feridos, prisioneiros e miseráveis andarilhos trôpegos e famintos circulando pela região, chegando às cidades pela mesma ferrovia que lhes tirara as terras.
Diz-se que por comodismo, a divisão do território na área central das cidades acompanhou o trajeto da estrada de ferro o que traz, hoje, uma condição quase única de, estando com um pé de cada lado, vivenciar a sensação de alcançar – em um só momento – os dois Estados.
Na mesma área é possível conhecer a Estação Ferroviária União, uma das mais belas do interior do Brasil. Constituída de dois corpos iguais, um em cada Estado e, unidos por enorme arco, carrega parte da história e sugere o resgate da união – do povo e da terra – dividida ao final do conflito.
Conhecidas como “Gêmeas do Iguaçu” as duas cidades possuem ainda hoje atrativos que se alternam e se completam no território de cada município. Na Rota dos Tropeiros, caminho para alcançar o mercado de Viamão/SP, vale a pena conhecer o local de passagem do gado pelo Rio Iguaçu, chamado de Vau; o pequeno monumento que resgata a lembrança das grandes enchentes, o Marco da Divisa e a área onde aportavam os vapores que deram motivação ao nome da cidade: Porto da União.
As cercanias das praças Hercílio Luz e Coronel Amazonas e parte da Rua Carlos Cavalcanti trazem a paisagem comum das cidades com destaque a um bom número de construções da década de 30 de estilo “eclético” e “art-deco”.
Mas é o ambiente natural, a paisagem que se vislumbra a partir do Morro do Cristo onde está a imagem do Sagrado Coração de Jesus (2ª maior do Brasil) e do Morro da Cruz – com sua Gruta do Monge João Maria que reflete a beleza cênica das cidades: o Rio Iguaçu, as três pontes (não deixe de ver a Ponte do Arco), as principais igrejas e o próprio rio serpenteando ao redor de casas, prédios e do Parque Ambiental Ary de Queirós.
Este roteiro pode ser adaptado de acordo com o interesse e tempo disponível do grupo. Agências que comercializam: Agência Caminhos do Iguassú e Centrus Idiomas e Viagens.
Passeios de Maria Fumaça
Neste passeio você irá reviver a experiência dos primeiros viajantes que cruzaram de trem os Estados do Paraná e Santa Catarina em direção ao sul do Brasil. A locomotiva foi construída nos Estados Unidos em 1913 e batizada com o número 310.
Mais conhecida como Maria Fumaça ou simplesmente “310”, pertenceu à rede Viação Paraná – Santa Catarina e depois à Rede Ferroviária Federal S/A. Com o advento das rodovias a “310” foi desativada e ganhou vida como monumento aos ferroviários enquanto ficou estacionada por 28 anos na Praça Visconde de Nácar. Recuperada recentemente se tornou um dos principais atrativos das cidades.
O passeio é realizado pela Associação Amigos do Trem com saídas da Estação Ferroviária União seguindo até a Estação de Engenheiro Melo em Porto União – SC. Neste trajeto de seis quilômetros a Maria Fumaça passa pela área central das cidades exatamente sobre a divisa dos Estados e um túnel. Ainda na Estação União é possível conhecer a história da ferrovia através de uma exposição de fotos antigas.
Os passeios são realizados sob agendamento. Agências que comercializam: Agência Caminhos do Iguassú, Centrus Idiomas e Viagens e Associação Amigos do Trem.
Passeios de Barco Caminhos do Iguassu
União da Vitória é cercada pelo Rio Iguaçu em todo o seu entorno e é a porta de entrada de todo sistema de geração de energia do Estado do Paraná. As represas oferecem uma enorme variedade de atividades esportivas e de lazer, especialmente o turismo fluvial.
Há 30 km da cidade está localizado o Parque Histórico Iguassu local de partida do barco C.Iguassu I para passeios no Lago da Usina de Foz do Areia.
Os passeios complementam as atividades histórico culturais no Parque oferecendo uma rara oportunidade para apreciar a natureza em contato direto com a água. Com o barco são oferecidos passeios de aproximação às cachoeiras do Rio Palmital e do Tigre.
Dependendo da temperatura e dos níveis do lago esta aproximação inclui banho de cachoeira ou pequenas caminhadas entre as corredeiras.
Os passeios têm duração média de 1 hora podendo ser ampliado em função interesse ou necessidade do turista. O barco tem capacidade máxima para grupos de 15 pessoas podendo – porém – realizar passeios dentro das demandas do turista.
Os passeios são comercializados pelas Agências Caminhos do Iguassú, a Centrus Idiomas e Viagens e pelo Parque Histórico Iguassu.

Regiões Turísticas

Localização

União da Vitória está localizada a 237 km da capital do estado.

Acesso

Por terra: União da Vitória tem como acessos principais as rodovias federais BR-153, BR-476, e as rodovias