morropavaozinho foto gilsoncamargo riodejaneiro 20 03 09 museu de favela (muf)   pavão, pavãozinho e cantagalo   rio de janeiro   memória e cidadania
Graffiti de Acme – Carlos Esquivel Gomes da Silva – no morro do Pavãozinho.
O MUF tem por característica estabelecer itinerários possibilitando a visitação dos morros do Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. Como “Museu de Percurso” a instituição propicia um contato com o cotidiano dos moradores tornando visíveis seus valores culturais. O patrimônio arquitetônico da favela é incomensurável e de relevância histórica mundial. Fruto do trabalho dos moradores que ali construíram as suas casas durante décadas, a favela inova em técnicas de edificação antecipando conceitos de reaproveitamento de materiais que podem encerrar grandes lições para a arquitetura contemporânea. No percurso indicado pelo museu encontram-se trabalhos de artes visuais e grafitagem.
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“O Rio de Janeiro oferece ao turista suas belezas naturais e pontos turísticos reconhecidos internacionalmente, e em meio a tudo isso, fazem parte do cenário as favelas, consideradas por muitos como guetos, associadas só a violencia e a miséria. Contudo, aos olhos de seus moradores e de seus visitantes, são locais com uma riqueza histórica e cultural a ser descoberta por aqueles que nunca se permitiram conhecê-la de perto.”
Rita de Cássia, diretora de Patrimônio do MUF e moradora do Cantagalo.
Link para vídeo de apresentação do MUF no Youtube.
Contatos para visitação:
muf.rio@gmail.com
21 – 2267 6374

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A exposição inaugural do MUF apresenta imagens e relatos dos moradores mais antigos da região. Esta metodologia de valorização da memória da comunidade através de um acervo de depoimentos vivos permitiu a identificação de um relevante potencial museológico: as pessoas que ali residem, suas atividades, valores de vida, desejos e esperanças. A intenção do MUF é de que estas mostras ganhem espaço em outros locais da cidade, levando a produção e a história da comunidade a um maior número de pessoas. Foram entrevistados 14 dos moradores mais antigos e, agora ilustres pelas histórias que contam da favela. As entrevistas foram feitas, gravadas, transcritas e fotografadas. A montagem foi realizada pela produtora teatral Bia Lessa, que é parceira do Museu de Favela desde o nascimento da idéia. A exposição vai itinerar pela cidade do Rio de Janeiro durante 10 meses, passando pelo Museu da República, Museu da Maré, Museu Histórico Nacional e Museu do Folclore.
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Mario Chagas –
coordenador do Departamento de Museus e Centros Culturais do IPHAN.

“Da modernidade ao mundo contemporâneo, os museus são reconhecidos por seu poder de produzir metamorfoses de significados e funções, por sua aptidão para a adaptação aos condicionamentos históricos e sociais e por sua vocação para a mediação cultural. Durante longo tempo os museus serviram para preservar os registros de memória das classes mais abastadas. Na atualidade um fenômeno novo já pode ser observado. O museu esta passando por um processo de democratização, de ressignificação e de apropriação cultural. Não se trata de democratizar o acesso aos museus já constituídos, mas sim de democratizar o próprio museu compreendido como tecnologia, como ferramenta de trabalho para uma relação nova e criativa com o passado, o presente e o futuro.(…) acionados pelos movimentos socias como mediadores entre tempos distintos, grupos sociais distintos e experiencias distintas, os museus se apresentam como práticas comprometidas com a vida, com o presente, com o cotidiano e com a transformação social”
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Nas instalações do BISU – Base de Inserção Social e Urbana, sede para reuniões e escritório do Museu de Favela, foi proposto o intercâmbio cultural entre artistas vinculados ao MUF / RJ para apresentação na ACNAP / Casa Brasil, em Curitiba, no Bairro Sitio Cercado. A mediação deste intercâmbio esta sendo promovida pelo IPHAN em parceria com a Associação Cultural e Artistica Iliadahomero como perspectiva de itineração do acervo vivo do museu e troca de experiências na preservação da memória de comunidades e incentivo a leitura.
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O MUF é coordenado pelos seus 15 sócios fundadores. Seu Conselho está em formação e, até agora, conta com mais de 20 entidades.
Link para vídeo de apresentação do MUF no Youtube.

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Entidades Conselheiras: Academia de Boxe Nobre Arte, Academia de Dança Stilo, Acme Grafitti, AfroReggae, Associação de comerciantes, Associação de Moradores de Cantagalo. Associação de Moradores de Pavão – Pavãozinho, Artistas Plásticos, Corpo Movimento, Corte Arte, Favela Surf Club, G.R.E.S. Alegria da Zona Sul. Grupo de artezãos do Pavão Pavãozinho, Grupo de Teatro Libertando os Cativos, Harmonicanto Musica e Cidadania, Capela Nossa Senhora da Anunciação _ Pavão (Irmã Maria josé), Capela Nossa Senhora de Fátima – Cantagalo (Padre Ramos), igreja Evangélica Assembléia de Deus (Pastor Paulo Solimar), Pão e Vida, Rádio Comunitária Panorama, Rio Arte Popular, Solar Meninos de Luz, Rádio Comunitária Caiçaras, Rádio Comunitária Novas Ondas, Dançando Para Não Dançar.
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MUF – Museu de Favela. Contato: muf.rio@gmail.com – telefone/fax  (21) 2267 6374
Fotos: Gilson Camargo.