Arquivo para março, 2010



Antônio Nóbrega – saudação da classe artística para a 2º Conferência Nacional da Cultura – teatro nacional – brasília / df – 11/03/10

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“Excelentíssimo sr. presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sra. primeira dama Marisa Letícia, excelentíssimo ministro da Cultura Juca Ferreira, excelentíssima ministra Dilma Rousseff e demais autoridades. Creiam, não estarei cometendo lugar comum ao dizer que me sinto bastante lisonjeado em estar me apresentando hoje aqui na abertura da II Conferência Nacional de Cultura, que tem como mote a liberdade de expressão e o patrimônio cultural do povo brasileiro. Mas, além de lisonjeado, sinto-me bastante motivado. Primeiro de tudo, antes de mais nada, é a primeira vez que me apresento para o presidente Lula, e isto para mim é um motivo de muita honra. Tive uma outra oportunidade de estar ao seu lado quando recebi um prêmio. Na verdade eu lhe convidei para dançar, porém, ele passou a missão para o ministro Gilberto Gil. Segundamente, o meu querido Sergio Mamberti, presidente da Funarte, pediu-me para, em nome da classe artística, proferir uma espécie de boas vindas a todos. Faço isto com muito gosto e não só como artista, mas também como cidadão. Digo isso porque tive a oportunidade de durante o dia ler o texto base da II Conferência Nacional da Cultura, lá escrito por várias mãos, corações e mentes, com redação final do pesquisador Bernardo Novaes e da Marta Machado e fiquei sinceramente entusiasmado com o conteúdo deste documento e das várias questões vitais para o entendimento do papel e função da cultura em uma sociedade como a nossa. Uma delas, em especial me acompanha há muito tempo.

Permitam-me prorrogar esta saudação por mais um parágrafo para falar sobre esta questão que me acompanha esquentando meu juízo e meu corpo. A questão é a seguinte: a nossa cultura apresenta a unidade dentro da sua diversidade, ou a diversidade dentro da sua unidade? Pergunto. E se isso ocorre, o que ela representa ao todo da nossa cultura? À minha maneira vou tentar responder esta questão de uma forma pouco comum para a maioria, mas, bastante comum para mim. Dançando.”

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“Vou dançar uma obra tida como universal, escrita por um compositor que se tivesse nascido no Brasil seria chamado João Sebastião Ribeiro. Ele deu este prazer aos alemães e lá o batizaram com o sugestivo nome de Johann Sebastian Bach. Pois bem, o nosso querido Bach privilegiava muito a música da sua Alemanha natal. Quem já escutou, por exemplo, as suítes, deve ter observado que muitas peças recebem os seguintes nomes: Pavana, Minueto… Estes nomes dizem respeito à dança da época de Bach. Eu vou dançá-la, valendo-me de uma linguagem particular. Não será a clássica, nem a européia, nem a dança flamenca, nem o jazz. Vou chamá-la de uma linguagem brasileira de dança. Há muito tempo que eu venho, praticamente 40 anos, que venho me dedicando à escuta da maneira de dançar do povo brasileiro. E foi reunindo passos, tambor de criola acolá, côco aqui, bumba meu boi ali, que eu fui constituindo um léxico. Depois fui estudando as danças do mundo, as diversas linguagens e comecei a compreender que as danças têm princípios. E estes princípios são as conexões universais. É neste conjunto de formações que eu penso a língua brasileira e aí é onde está incluído o universal e o particular, o regional e o mundial. Esta será a maneira mais plena que escolhi para saudar a todos. Espero que particularmente os artistas aqui presentes, de alguma maneira se sintam representados através desta minha saudação. Finalizando, gostaria de parabenizar o ministro Juca Ferreira, os secretários e todos os funcionários e funcionárias do Ministério pela realização desta bela conferência. Um bom espetáculo!”

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Fotos: Gilson Camargo

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Da esquerda para a direita: Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Jandira Fegali, presidente do Fórum Nacional de Secretários de Cultura das Capitais, Juca Ferreira, ministro da Cultura, Silvana Meireles, secretária de articulação institucional do MinC e coordenadora nacional da Conferência de Cultura, Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Vannuchi, ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, a primeira dama Marisa Leticia, Franklin Martins, ministro da Comunicação Social, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, Luiz Dulci, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, o ministro do Esporte, Orlando Silva e Luís Antônio Rodrigues, ministro interino da Ciência e Tecnologia.

discurso do ministro da cultura, juca ferreira, na abertura da 2º conferência nacional de cultura – teatro nacional – brasília / df – 11/03/10

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É uma emoção estar aqui hoje como ministro do lado do nosso querido presidente Lula, dona Marisa, da ministra-chefe da Casa Civil, de todos os companheiros dos Ministérios, vários que vieram prestigiar a nossa conferência, mas, eu confesso presidente, que minha emoção maior é estarmos abrindo uma Conferência onde mais de 200 mil pessoas participaram das fases anteriores, mais de 3 000 municípios, conferências setoriais incorporando na arquitetura a moda, o design, o artesenato no nosso vasto território da diversidade cultural brasileira, como parte das questões que o Ministério da Cultura tem obrigação de responder. Eu até agora, neste momento aqui, estou na duvida se leio o discurso ou se falo de improviso. Estou dividido. É a primeira vez que eu vou falar com tele-prompt assim desses invisíveis modernos. Eu  vou falar de improviso, que eu acho que eu falo melhor. Peço desculpas se esquecer algum aspecto, que são tantos, é tao relevante, é também um motivo de alegria estar aqui hoje, porque são sete anos de construção de um trabalho que a gente se dedicou e desde o início nós tinhamos consciêcia de que nós estávamos complementando o projeto político do presidente Lula. Desde o início nós temos dito, desde quando o querido ministro Gilberto Gil era o ministro da Cultura do Brasil nós temos dito que não basta aumentar o poder aquisitivo das pessoas, por mais relevante, necessário e básico que isso seja, mas, é preciso dar educação de qualidade e acesso pleno à cultura, para que todo os brasileiros possam realizar plenamente a sua condição humana. A gente não quer só comida. Quando eu digo a gente eu penso em todo o povo brasileiro. A gente quer comida, diversão, e arte.

Nós estamos perto de virar a 5º economia do mundo. Um país economicamente bem sucedido, um país que hoje já é respeitado no mundo inteiro pela sua cultura, pelas suas características, pela sua alegria de viver, por sua economia, pelo presidente que temos, tudo isso é muito importante, mas, é preciso ir muito mais longe. Nesses 500 anos acumulamos mazelas que nós nos acostumamos a conviver, mas, é preciso colocar em cheque todas essas mazelas históricas que o povo brasileiro convive, a desigualdade, a profunda desigualdade que marca o nosso povo. Nós não podemos ser um país rico povoado por bossais que não se sensibilizam com as crianças que estão morrendo de fome, com as pessoas que não tem acesso às necessidades mínimas. É preciso construir um país de pessoas decentes, alegres, e que sejam solidárias. Nós precisamos construir uma nação, porque nós estamos tratando nesse momento de constituir uma nação, que estas mazelas nunca permitiram que o brasil se realizasse completamente na sua missão de ser uma grande nação respeitada no mundo inteiro não só pela força da sua economia mas também pelo povo que tem, pelas relações sociais que estabelece, pelos direitos humanos realizados, pela dignidade que esta sociedade deverá procurar realizar para todo mundo e o papel da cultura é essencial. O que nos separa, o que nos diferencía de todos os outros animais é exatamente a necessidade de cultura, necessidade de simbolização, de expressão, de construção, de interpretação do mundo, de recriação do mundo. esta é a cultura, esse é o papel fundamental do trabalho do Ministerio da Cultura, se associar a todos que constituem essa dimensão humana no Brasil, todos. Não podemos deixar ninguém de fora.

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discurso de genival oliveira gonçalves, “gog”, na abertura da 2º conferência nacional de cultura – teatro nacional – brasília / df – 11/03/10

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O rapper brasiliense “Gog” falou como representante dos membros do Conselho Nacional de Política Cultural e de todas as periferias do Brasil.

CLIQUE E OUÇA – Audio integral do discurso de GOG

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“Desde a abolição da escravatura nós, negros e negras tivemos como endereço as ruas e nelas criamos e reforçamos grande parte das nossas manifestações culturais. A capoeira, o samba, o hip hop e tantas outras que contribuem na formação da identidade nacional. É bem verdade também que estas contribuições efetuadas ao longo do tempo não foram reconhecidas, muito menos valorizadas pela maioria dos governos que por aqui passaram, reafirmando a distância entre o palácio e o povo, sem jamais considerar a necessidade da reparação histórica.

Quando alguém que representa a cultura periférica é convidado pelo excelentíssimo ministro da Cultura e pelo secretário executivo Alfredo Manevy, para ocupar uma cadeira de notório saber no Conselho Nacional de Política Cultural, o governo Lula dá, dá um grande passo à frente, admitindo que o povo pode e deve participar da formulação das políticas públicas.

O Conselho Nacional de Política Cultural, órgão da estrutura básica do Ministério da Cultura tem como finalidade propor a formulação de políticas públicas que promovam a articulação e o debate entre o governo e a sociedade civil organizada para o desenvolvimento e o sustento das atividades culturais. E tem garantido sua missão gente, avaliando e propondo mudanças estruturais na cadeia produtiva da cultura, caso do Plano Nacional de Cultura, reforma da Lei Rouanet, Mais Cultura, abertura de novos editais, o Vale Cultura e até mesmo esta Conferência, esta Conferência. Fruto da intensa mobilizaçao nacional e que parte do resultado já pudemos conferir nas pré conferências setoriais, mostrando uma grande articulação, onde arte digital, artesanato, arquitetura, arquivos, memória e documentacão, artes visuais, audiovisual, bibliotecas, circo, culturas afro brasileiras, cultura dos povos indígenas, culturas populares, dança, desing, livro, leitura e literatura, moda, museus, música, patrimônio imaterial, patrimônio material e teatro elegeram delegados e delegadas de todo o país e que aqui estarão, aqui estarão. É bom lembrar, também durante as pré conferências setoriais foram eleitas as pessoas que renovarào os assentos do Conselho Nacional de Política Cultural, renovando ainda a certeza da criação de novas propostas de políticas específicas que garantam a cultura livre, presidente, e os avanços conquistados neste governo como política de Estado, é isso que nós queremos.

Que consigamos, por exemplo, garantir o acesso a bens culturais por meio da flexibilizaçao dos direitos autorais. Por que não? Por que não? Agradeço a todos e a todas que tiveram a coragem de estar aqui defendendo seus anseios, pois, é assim que fazemos protagonistas da história cultural brasileira.”

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Pesquisa publicada prova
Preferencialmente
Preto pobre prostituta
Pra policia prender
Pare pense por que?

Prossigo
Pelas periferias praticam perversidades parceiros parceiras PMs
Pelos palanques políticos prometem prometem
Pura palhaçada
Proveito próprio
Praias programas piscinas palmas
PPP Palmas!
Pra periferia pânico pólvora
Pá! Pá! Pá!
Primeira página
Preço pago
Pescoço peito
pulmões perfurados

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Parece pouco… parece pouco?
Pedro Paulo profissão pedreiro passatempo predileto
Pandeiro pandeiro pandeiro parceiros parceiras
Preso portando pó passou pelos piores pesadelos
Presídios porões problemas pessoais psicológicos
Perdeu parceiros passado presente pais parentes
Principais pertences
Pensei…
PC
Político privilegiado preso parecia piada
Pagou propina pro plantão policial passou pela porta principal
Posso parecer psicopata pivô para perseguição
Prevejo populares portando pistolas pronunciando palavrões
Promotores públicos pedindo prisões
Prisão provisória prisão provisória
Pecado pena prisão perpétua
Palavras pronunciadas pelo poeta, presidente
Pelo poeta, presidente!

A conferência serve para conferir se tudo está nos conformes.
Que seja, que seja, que seja de uma vez por todas presidente!
Que seja Dilma vez por todas!

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Fotos: Gilson Camargo

discurso do presidente luiz inácio lula da silva na abertura da 2º conferência nacional de cultura – teatro nacional – brasília / df – 11/03/10

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Lula, durante sua fala na abertura da II Conferência Nacional de Cultura.

link para áudio integral do discursoFonte do áudio: Secretaria de Imprensa da Presidência da República

“Olha, o pessoal que estava com uma faixa, com uns cartazes, aí, “PEC 150”, se esqueceram de uma coisa: poderiam ter levantado a faixa quando a Dilma estava falando. É importante atentar para o momento de levantar a faixa. Isso também é cultura.

Bem, eu quero cumprimentar minha companheira Marisa, nossa querida companheira, ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro Juca Ferreira, o ministro Patrus Ananias, o nosso companheiro, ministro interino da Ciência e Tecnologia, nosso companheiro Luís Antônio Rodrigues Elias, o nosso querido homem “olímpico” aqui, o nosso companheiro Orlando Silva, que teve um papel extraordinário na conquista da Olimpíada em Copenhague no ano passado, nosso querido companheiro Luiz Dulci, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, nosso companheiro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social, companheiro Paulo Vannuchi, Direitos Humanos, senador Augusto Botelho, que estou vendo ali sentado – vocês também deveriam mostrar a PEC para quem é deputado e senador, deputado Evandro Milhomen, companheiro Magela, e companheiro Zezéu Ribeiro, que estou vendo aqui na minha frente, que tem uma música de campanha horrível na Bahia: “Zezé, eu vou votar em você”. A música dele é só isso. Mas já está com cinco mandatos nas costas. Quero cumprimentar a nossa querida Silvana Meireles, coordenadora da 2ª Conferência Nacional de Cultura, a nossa querida companheira Anita Pires, presidente do Fórum de Dirigentes de estados [Estaduais] de Cultura, quero cumprimentar a nossa companheira Jandira Feghali, presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Cultura das regiões metropolitanas, Meu querido Gog, representante dos membros do Conselho Nacional de Política de Cultura [Cultural], nossa querida Zezé Motta e Murilo Grossi, por meio de quem cumprimento todos os companheiros e todas as companheiras presentes e adjacentes aqui.

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Eu, a esta hora da noite, a esta hora da noite, quando eu vou falar, eu fico preocupado porque a Marisa fica me controlando, e ela acha que quando eu falo demais não é prudente. Ela fica… A minha… a maior censura que eu recebo é ela controlando o meu tempo. Eu tinha um moleque que quando ele tinha sete anos de idade, eu estava em Mauá fazendo um discurso, daqueles eloquentes – sabe quando a gente é incipiente na política, muito novinho, acredita em tudo? –, e o discurso era uma verdadeira apoteose revolucionária. Eu tinha um moleque de sete anos, que subiu na escada do palanque e falou: “Ô pai, o senhor não quer parar de encher o saco?” E eu não parei, continuei falando.

Eu queria dizer para vocês o seguinte. Nós… nós, não. Eu estou muito agradecido. “Eu também te amo.” Eu estou muito agradecido pela presença… Ô Dilminha, isto aqui não é tudo conferencista, não; são delegados. Isto aqui são… Conferencista, deve ter meia dúzia aqui na frente. O resto é tudo delegado, tudo delegado. Delegados e delegadas. Eu quero, do fundo do coração, agradecer a presença de vocês aqui. Sessenta por cento das pessoas aqui, companheiro Juca – você sabe disso –, companheira Dilma, são companheiros que vêm de cidades do interior deste país, que nunca tiveram a chance de participar de uma conferência para discutir a política cultural do País, e muito menos de estarem diante do Presidente da República e de tantos ministros.

Parece pouco, mas se a gente for olhar a quantidade de degraus que nós já subimos nessa nossa trajetória de conquista de liberdade, vocês vão perceber que nós caminhamos para caramba. E caminhamos sem preocupações de agradar a quem quer que seja, de ofender a quem quer que seja, mas de [para] construir uma relação entre o Estado e a sociedade em que a gente possa consagrar, definitivamente, a democracia no nosso país. Há muito tempo, eu dizia: democracia não é apenas o direito de a gente gritar que está com fome. Democracia é, sobretudo, o direito de comer. Democracia não é apenas a gente reclamar; é a gente ter direito às coisas.

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E eu lembro que, muitas vezes, a gente joga a responsabilidade da falta de democracia apenas num governante quando, na verdade, tem uma estrutura maior do que os governantes, que emperra o exercício da democracia. O quanto que este menino, Juca de Oliveira… Juca Ferreira e o Gilberto Gil apanharam porque resolveram pegar um “tiquinho” do dinheiro da Cultura deste país e levar para o Norte, para o Nordeste e para o Centro-Oeste brasileiro. Como eles foram massacrados, porque as pessoas entendiam que todo o dinheiro da Cultura deveria ficar onde sempre esteve, que nós entendíamos que onde sempre esteve se produz muita cultura. Mas é importante que onde sempre esteve o dinheiro saiba que tem outros lugares do Brasil que produzem tanto ou mais cultura do que eles, embora não seja mostrada ao Brasil.

Eu, esses dias, estava vendo que tem um filme chamado… que ganhou… que não ganhou o Oscar, mas que ganhou uma quantidade de dinheiro extraordinária. Foi o filme que mais bilheteria teve; custou US$ 400 milhões para fazer, o Avatar. Quatrocentos milhões de dólares! Vocês imaginem que os artistas, nas reuniões, devem comer caviar, champanhe da melhor qualidade. O coitado do Barreto, para fazer o filme, aí, “Lula, o filho do Brasil”, teve que colocar, no começo do filme, quase pedindo desculpas: “Pelo amor de Deus, não teve empresa pública que deu dinheiro, foi essa daqui que deu…”. Porque a pressão era de tamanha ordem, que a gente tinha que ficar se explicando antes de fazer. E isso, o Brasil é assim, o Brasil é assim.

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Eu lembro quanta curiosidade desperta o ministro Franklin Martins quando resolveu diminuir o gasto com publicidade nas TVs, pagando apenas a mídia técnica, ou seja, “você vai ganhar pelo que você vale e não pelo que você pensa que vale”. As pessoas não acreditam e as pessoas não acham normal.

Aliás, neste país, eles não estavam acostumados a ter um presidente da República que não precisa almoçar com eles, jantar com eles e tomar café com eles para governar este país. É por isso que esta aqui, com esta aqui nós já fizemos 67 conferências nacionais, 67 conferências nacionais, e muitas delas muito polêmicas. As pessoas estabelecem as polêmicas achando que este que vos fala tem medo de polêmica. Eu sou o resultado da polêmica. Eu só cheguei à Presidência da República porque eu sou isso.

Pois bem, mais recentemente nós fizemos a Conferência de Comunicação, e resolvemos trazer empresários, todos, televisão, rádio, telefonia, tudo que é gente da área de Comunicação, todo mundo nós convidamos. Um grupo de empresários não quis comparecer, outro grupo compareceu, e foi um debate extraordinário. As pessoas perceberam que ninguém, mesmo com pensamentos e visões diferentes, saiu arranhado porque participou da Conferência. Mas as pessoas também perceberam que não é ser radical ou xiita, ou querer que o Estado seja mais forte do que qualquer outra coisa ou qualquer outro momento, a gente querer discutir política de Comunicação para este país, porque a revolução que a Comunicação está tendo a cada santo dia não pode continuar com uma lei que data de 1962. Tem que ser atualizada para os momentos que vivemos.

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A Dilma falou de banda larga. Vocês não sabem como é difícil, companheiros e companheiras. Há seis anos, nós descobrimos que este país tinha uma empresa chamada Eletronet, que era uma empresa que tinha sido privatizada quando privatizaram o sistema elétrico brasileiro, e que aquela empresa canadense, a AES, tinha quebrado e, portanto, a Eletronet tinha que voltar para o governo. Eu achei que era fácil, era do governo, a empresa quebrou, tem fibras óticas para tudo quanto é lado, vamos fazer… levar internet para este povo, porque senão a internet vira uma coisa de bacana, e nós queríamos que o povo tivesse acesso, até para o povo também virar bacana, fazer um país onde todo mundo fosse bacana. Se o cara não pode pegar um avião e viajar, viaja na internet, viaja e vai ganhando o mundo.

Meus filhos, nós demoramos cinco anos na Justiça para ganhar o direito de ter essa empresa de volta. E quando tivemos, começaram a dizer: “Ah, porque o Estado quer se meter, porque o Estado quer mandar, porque o Estado quer estatizar”. E aí começaram a dizer, as privadas: “Nós fazemos, nós fazemos, nós fazemos”. Eu dizia para os companheiros no governo: eles podem fazer, acho que devem fazer, mas só vão fazer na hora em que eles perceberem que o Estado está preparado para fazer, e se eles não fizerem o Estado fará, porque se o Estado não estiver preparado, eles não farão. Ninguém quer levar internet banda larga para o rio Solimões, para o rio Tocantins, lá para a periferia de Osasco (incompreensível). As pessoas querem levar internet onde tem público. É como o telefone fixo, é como o Luz para Todos. É melhor fazer ligações na Avenida Copacabana, mesmo que tenha alguns “gatos”, mesmo que tenha alguns “gatos”, do que fazer lá no sertão de Pernambuco, lá nos cafundós da Bahia, lá no… na Paraíba, porque as pessoas só pensam no lucro.

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E como Deus escreve certo por linhas tortas, aconteceu uma crise internacional, que era o que faltava para que os meus opositores dissessem: “Acabou a sorte do Lula. Agora, agora, – como diria o nordestino – ele vai se ferrar, porque com essa crise não tem sorte”. E nós provamos para eles que, para lidar com a crise, nós não queríamos sorte. Nós tínhamos acumulado competência e tínhamos acumulado compromissos neste país.

Bem, então, o País está andando e vocês estão percebendo… prestem atenção, gente. Se vocês são como eu, que não gostam muito de ler notícia ruim, comecem a prestar atenção no noticiário, porque política e eleição também são cultura, sobretudo o resultado, sobretudo o resultado. Então, prestem muita atenção daqui para a frente, fiquem atentos, leiam editoriais de jornais, que a gente pensa que só o dono lê. De vez em quando é bom ler para a gente ver o comportamento de alguns falsos democratas, que dizem que são democratas, mas que agem querendo que o editorial deles fosse a única voz pensante no mundo. Se não querem acreditar em mim, peguem alguns editoriais de 1953, quando se pensou em criar a Petrobras, o que eles falavam: “Que o Brasil não precisava fazer prospecção de petróleo. Aqui não tinha petróleo. O Brasil tinha que se enxergar”. Porque o Brasil, ele foi criado com mania de pequenez. A gente esteve sempre muito subordinado, subordinado, aquela coisa de… sabe, de segunda classe?

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Quando eu era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, uma vez nós colocamos um carpete amarelo na minha sala, está lembrada, Marisa? Um carpetão, daquele bem grosso, bem rústico. Mas o peão, quando trabalha na fábrica, que ele trabalha com o sapato, o sapato dele enche de cavaco aqui. Cavaco é uma coisa de ferro que sai das máquinas e gruda. E gruda mesmo. Aquilo sai quente, ele pisa em cima e gruda. E quando ele vai andando, se ele pisa num lugar limpo, vai ficando o rastro de óleo. Então, um dia um cara chegou na minha sala e foi tirar o sapato para entrar na minha sala. Eu falei: o que é isso, companheiro? E aí, ele falou: “Ô Lula, é que eu vou sujar de graxa”. Eu falei: mas foi você que pagou isto aqui, meu filho. Você não é sócio do Sindicato? Entra. Aí, quem sabe, a gente troca e coloca um melhor. Porque, também, se não tiver uma rápida manutenção, a economia não gira. Pois bem…

Vocês, ao participarem das conferências municipais, das conferências estaduais. Vocês viram que eu estou ficando com o jeitinho do Antônio Nóbrega, aqui?  Bem, vocês, que participaram dessas conferências, vocês, possivelmente não tenham dimensão da contribuição inestimável – gostaram do “inestimável”? Eu, quando ganhei as eleições, eu falava “menas laranja”. Agora estou falando “inestimável”. A evolução é visível! Bem, então… Possivelmente, possivelmente, vocês não tenham dimensão da contribuição que vocês estão dando ao país ao saírem das suas cidades, muitas vezes, da tranquilidade da casa de vocês, assistindo esses filmes extraordinários, desses enlatados, dessas TVs a cabo, que às vezes o mesmo filme passa 80 vezes por dia! Eu não entendo uma palavra em inglês, mas já decorei (incompreensível), já aprendi aquela tal de leitura labial, porque eu já vi… é impressionante! Lelé, tem filme que passa 90 [vezes], você já não aguenta mais, os artistas já viram íntimos da gente! Eu ligo a televisão e o cara fala: “Oi, Lula!” A Marisa já acha que são parentes dela os artistas que passam lá, porque… então…

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Quando a gente defende o fortalecimento da cultura brasileira, a gente mexe com interesses de pessoas que não estavam acostumadas a ver o posso sonhar, como disseram aqui, antes de mim. É muito difícil, gente, aguentar um povo que sonha, um povo que quer reivindicar, um povo que conhece os seus direitos, é difícil! Ah, como é bom a gente… se a gente governasse um país onde ninguém pudesse falar nada, ninguém! Mas nem bater palma e nem vaiar, era silêncio! Eu acho… pois é, tem gente que gosta que é assim, tem gente que gosta porque, veja, nós temos um meio de comunicação em que a gente, a gente tem acesso à cultura passiva, a gente não ajuda a criar. O que nós queremos é que a sociedade ajude a criar as coisas neste país, porque será mais bonito, porque será mais rico! Eu fico imaginando, companheiras e companheiros, uma pessoa que mora em Tarauacá, no Acre. Tem alguém do Acre aqui? Tarauacá, no Acre; ou Maués, no Amazonas; ou na minha Caetés, na Grande Pernambuco. Vocês sabem, vocês sabem que Pernambuco está tão chique, que em Caruaru teve um terremotozinho! Vocês viram nos jornais. Não é mole, Pernambuco!

Então, vocês imaginem, vocês imaginem se a gente tivesse os meios de comunicação com produção local. Imaginem, imaginem se as pessoas que se apresentaram aqui pudessem se apresentar às três horas da tarde em um programa de televisão no Maranhão, no Amazonas, em Pernambuco, no Piauí, no Acre, em Rondônia, no Amapá, no Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no Rio de Janeiro. Imaginem se as pessoas, em vez de ficarem vendo aqueles filmes da década de 40, estivessem assistindo a um programa feito ali na sua região, com os seus artistas, com debate local, discutindo as coisas locais, como este país seria mais rico! E aí, a televisão nacional iria chamar essas pessoas de outros estados para se apresentarem. O Pará! Meu filho, imagine se a televisão mostrasse a dança do carimbó. Imagine! As pessoas não sabem, as pessoas não sabem. Imaginem, imaginem se o frevo fosse uma coisa que o brasileiro conhecesse mais fortemente! Eu, eu… O Ceará, meu filho! Imaginem, com a quantidade de artistas cearenses contando piadas da desgraça do Presidente, como seria bom!

Bom, então, o que nós sonhamos e o que nós queremos é isso: é  tentar, ao mesmo tempo em que a gente quer alargar a possibilidade de participação da sociedade numa comunicação globalizada, internacionalizada, a gente quer regionalizar para que a gente possa também despertar a cultura local, regional. Seria extraordinário isso.

Então, ô Dilma, se você veio aqui pra conferir se está tudo “nos conformes”, eu vim aqui dizer para vocês que o importante é o principal, o resto é secundário.

Parabéns! Um grande abraço e boa Conferência.”

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Fotos: Gilson Camargo

comissão de educação e cultura – primeira reunião do ano de 2010 com a presença do ministro da cultura, juca ferreira

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Congresso Nacional, plenário 10, sala Florestan Fernandes, espaço onde trabalha a Comissão de Educação e Cultura, durante a primeira reunião do ano de 2010.

O Ministro da Cultura, Juca Ferreira, abriu os trabalhos nesta quarta-feira (10) da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal. Presidida pelo deputado federal Angelo Vanhoni, os deputados ressaltaram como prioridade o aumento do orçamento para a área cultural. Para este ano, os parlamentares aprovaram a destinação de 1% do Orçamento da União ao setor. Na Câmara, tramita proposta de emenda à Constituição (PEC 150/03) que fixa esse percentual em 2%. “Saímos de 0,2% para 1%. Talvez este seja o maior crescimento orçamentário nas últimas décadas”, afirmou Juca Ferreira. O ministro apresentou para a Comissão a proposta de agenda prioritária para o legislativo no primeiro semestre de 2010. Um dos projetos que o executivo espera ver aprovado neste ano é o que cria o Vale-Cultura (PL 5798/09) – benefício no valor de R$ 50 a ser usado na compra de livros e de ingressos de shows, cinema e teatro. A proposta já foi aprovada pela Câmara, mas, como foi modificada pelo Senado, terá de ser votada novamente pelos deputados. A expectativa do ministro é que o novo vale entre em vigor até o fim deste ano.

A Lei Rouanet, que regulamenta o financiamento cultural no país é outra prioridade que deve ser debatida ainda com a sociedade civil em audiências realizadas por esta Comissão, para ainda neste semestre ser submetida à aprovação. Para o ministro, “o mais importante é conseguir com esta reforma descentralizar a distribuição de recursos. Já estamos prevendo nesta proposta a garantia de repasse de 40% aos municípios.” Está também em análise na Câmara o projeto que cria o Sistema Nacional de Cultura (PEC 416/05). O objetivo do sistema, inspirado no modelo do Sistema Único de Saúde (SUS) é estabelecer princípios e diretrizes comuns, divisão de atribuições e responsabilidades entre os entes da federação, montagem de um sitema de repasse de recursos e criação de instâncias de controle social das políticas do setor. Por último, Juca Ferreira ressaltou mais dois projetos: o Plano Nacional de Cultura (PL 6835/06), que consiste nas diretrizes para as políticas culturais do país na próxima década e a proposta que introduz a Cultura entre os direitos sociais previstos na Constituição (PEC 49/07). Durante sua fala,  Juca Ferreira ainda discorreu sobre a proximidade e cooperação entre o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional e sobre a valorização da diversidade cultural brasileira.

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O presidente da Comissão de Educação e Cultura Angelo Vanhoni enfatizou a importância da relação do legislativo com o executivo:

“A presença do ministro na abertura dos trabalhos renova a boa relação do legislativo com o executivo. Temos como exemplo o trabalho de construção do Plano Nacional de Cultura e também o de Educação. Esta Comissão esteve a frente de todas as etapas, fazendo a ponte entre a sociedade civil e o Executivo”. Para Vanhoni, o grande desafio da sua gestão como presidente é garantir a transversalidade entre as áreas de educação e cultura. “Atualmente não temos esta interface, nem na Comissão, nem entre os dois Ministérios, o da Educação e o da Cultura. Existem infinitas possibilidades de concretizar políticas que estabeleçam esta relação fundamental na formação do ser humano.”

A Comissão de Educação e Cultura está lutando pela consolidação das iniciativas do Ministério da Cultura, que tem estado na vanguarda do desenvolvimento das políticas culturais, aprovando leis importantes na Câmara Federal como o Sistema Nacional de Cultura, a reforma da Lei Rouanet, o Plano Nacional de Cultura, que já passou pela CEC e agora está tramitando em caráter terminativo pelas demais Comissões. Mas, nós sabemos que nada disso, nem a mudança da Constituição, nem a reformulação da Lei Rouanet,  nem a aprovação do Plano Nacional de Cultura serão suficientes para garantir a efetividade destes avanços se não modificarmos de maneira clara e substantiva as possibilidades de financiamento para a cultura.  Por isso a PEC 150, que aumenta a dotação orçamentária para o setor cultural é fundamental para que o Estado possa garantir a Cultura como um direito social do povo brasileiro.
Angelo Vanhoni

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“Minha presença aqui é uma renovação da relação positiva que o Ministério da Cultura tem tido com o Congresso. Posso citar como parte desta positividade, como uma manifestação importante, o trabalho em torno do Plano Nacional de Cultura, que foi feito absolutamente de uma forma parceira e compartilhada com a Câmara, particularmente com esta Comissão. Desde o início, na fase que pretensamente seria do Executivo elaborar a minuta, nós incorporamos o trabalho do Congresso e da Câmara, a Comissão participou de todas as etapas e quando o plano veio para o Congresso nós também fomos convidados para dar apoio no processo de sistematização das contribuições da sociedade e dos artistas para a construção deste que será o primeiro Plano Nacional de Cultura e significará esta demanda de estabilidade na relação do estado brasileiro com a cultura. A cultura tem que se constituir como algo central na sociedade, como parte do projeto de nação e na medida em que seja considerada neste patamar de grandeza, como uma política de estado, comporte um mínimo de consenso, de parceria e de cooperação que ultrapasse os limites da divisão natural da democracia entre a base de governo e a oposição. Uma das dificuldades que tivemos no Ministério foi justamente despartidarizar a política de cultura. Nós temos trabalhado com todas as matizes, hoje temos convênios com todos os governos estaduais, com praticamente todo o universo das prefeituras do Brasil e a relação com o Congresso reflete esta maturidade tanto do nosso lado como do lado do Legislativo.”

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“Eu tive a oportunidade e o privilégio de visitar uma região do Paraná que foi colonizada por eslavos, ucranianos e poloneses e esta visita me impressionou profundamente, mudou o conceito que eu tinha. Eu sempre pensei o Brasil como um país plural, mestiço, produto do avanço colonial de Portugal, da construção dos africanos que vieram como escravos e dos povos indígenas. Mas, na verdade o Brasil não pode ser visto apenas por este impulso inicial de sua formação. Eu descobri esta característica e passei a me preocupar em contribuir para  ampliar este conceito da diversidade cultural brasileira. Nós temos mais descendentes de libaneses no Brasil do que no Líbano, temos mais de 30 milhões de decendentes de italianos, a maior colônia japonesa fora do Japão, temos coreanos e alemães. Independente da região, a gente percebe que o país se relaciona com vários povos, várias culturas e isso é uma responsabilidade imensa. A diversidade cultural brasileira é um patrimônio imenso! Eu tenho recebido visitas de representantes da área cultural de vários países do mundo e parte desta motivação é porque eles tem descendentes no Brasil, eles consideram o Brasil um país que acolheu bem seus decendentes e querem retribuir. Uma representante européia me disse que o máximo que eles conseguiram em seus paises foi uma tolerância entre os diferentes e aqui no Brasil, vocês parecem ter prazer nesta diversidade! Esta é uma marca do Brasil, uma matriz que está em nosso DNA, a capacidade do diálogo intercultural.

Quando estive no interior do Paraná perguntei sobre as contribuições dos eslavos nestes 120 anos e me deparei com uma lista enorme de brasileiros proeminentes que são oriundos desta imigração. O primeiro da lista foi o nosso querido e saudoso Paulo Leminksi, que é filho de um polonês com uma negra brasileira e é reconhecido no Brasil inteiro como um dos poetas contemporâneos mais importantes da nossa literatura.”
Juca Ferreira

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Juca Ferreira e Angelo Vanhoni confraternizam durante a abertura dos trabalhos da CEC para 2010. Acima do parlamentar e do ministro, emoldurada em quadro, a fotografia de Florestan Fernandes, proeminente intelectual e político brasileiro, patrono da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal.

Juca Ferreira também convidou os parlamentares a participarem da II Conferência Nacional de Cultura, que começa na quinta-feira, dia 11, em Brasília. “A conferência é um vetor de fortalecimento da cultura no Brasil. É vital, como todas as outras formas de consulta pública”. Os debates da Conferência contribuirão para a construção de um marco regulatório da Cultura, fundamental para o fortalecimento da área no país, pois, outras áreas estratégicas como Educação, Saúde e mais recentemente a Assistência Social, já possuem seus marcos regulatórios. Durante o encontro, também serão avaliados os resultados da I Conferência, realizada há cinco anos. Os debates seguirão cinco eixos temáticos: Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa e Gestão e Institucionalidade da Cultura.

Fotos: Gilson Camargo

ensino superior – depoimento de zaki akel sobrinho, reitor da universidade federal do paraná (ufpr)

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O reitor em seu gabinete, em frente a tela de José Daros, de 1929. Artista paranaense, discípulo de Alfredo Andersen que retratou o prédio histórico da UFPR visto a partir do Passeio Público de Curitiba.

“Fiquei muito feliz com a indicação do deputado Angelo Vanhoni para a Comissão de Educação e Cultura da Câmara, porque nós o conhecemos já faz muito tempo. Aqui na nossa Universidade ele tem nos ajudado ao longo dos anos em vários projetos a fazer pleito junto ao Ministério da Educação. De outra parte, ele tem nos lançado alguns desafios. Para exemplificar isso, temos o projeto do Curso de Museologia que já está pronto. A Universidade investiu 50 mil reais para trazer  técnicos especializados nesta área. Agora vamos contar com o apoio dele para levar esta demanda ao Ministério da Educação e assim teremos o primeiro curso de Museologia do Estado do Paraná.  O outro projeto é o Corredor Cultural, uma idéia que criamos para o centenário da universidade. O ponto de partida é a restauração do prédio histórico para torná-lo um centro cultural. A proposta é manter a Faculdade de Direito e o restante do espaço voltarmos para estas atividades. O Vanhoni se encantou com a proposta e abriu as portas do Ministério da Cultura, conversamos com o Juca Ferreira por intermédio do deputado e depois ainda apresentamos ao Ministro da Educação. Vanhoni tem feito um papel de articulador das forças envolvidas nestas duas áreas, dos vários agentes, das Ongs e dos órgãos de classe com as autoridades políticas. Acho que esse é um  papel que o legislativo deve ter, o outro é o de propor políticas, discutir as leis. Com todo o desgaste que a nossa Câmara passou é bom que a gente saiba separar. Há parlamentares absolutamente engajados e conhecedores das temáticas que podem propor avanços. Neste sentido, contamos com o Vanhoni para avançar ainda mais na educação. Por exemplo, no Paraná nós temos um déficit de investimentos federais em comparação a outros estados. Já há um movimento aqui no Paraná para que a gente pleiteie apoio maior por parte do MEC.

Outro tema é a questão dos hospitais universitários. Por uma decisão do Presidente Lula, cabe ao Ministério da Educação, Ministério da Saúde e ao Ministério do Planejamento equacionar este problema. O Presidente Lula faz uma reunião por ano com os reitores e nesta oportunidade apresentamos esta pauta, pois, todos os hospitais estão em crise. Aqui no Paraná temos 1200 funcionários e existe um acórdão que diz que eles deverão ser demitidos ao final deste ano. Trata-se de um assunto urgente! Neste aspecto, esperamos o apoio do Vanhoni. Uma questão que já vem sendo bem encaminhada pelo Ministério do Planejamento que tem dado importante suporte é o plano de carreira dos trabalhadores da saúde que vai para  o Congresso e faz parte dos ajustes voltados aos hospitais universitários. Eles viram que há situações muito peculiares dentro do hospital que não se enquadram na carreira normal de uma universidade. Geralmente o que acontece é que um médico faz o concurso e inicia sua carreira, porém, acha o salário baixo e nos abandona. Desta forma, a rotatividade destes contratos é enorme. Por este motivo é que reivindicamos que se consolide este plano de carreira.

Existem outras questões, como as cotas sociais e raciais em que o Supremo está para se manifestar sobre. Há ainda o debate sobre a flexibilização, se devemos nos afinar com o acordo de Bolonha que propõe o encurtamento dos cursos de graduação, mestrado e doutorado, com o objetivo da formação mais rápida. O Brasil tem resistido, muitas pessoas na estrutura do governo são contra, pois, acham que vai acabar com a qualidade de ensino. Sobre essas  e outras questões eu fico muito confiante porque o Vanhoni conhece o assunto e vemos que esta foi uma escolha não só pela questão política, mas. também de mérito por toda a trajetória dele nestas duas áreas.

O salto que o governo Lula deu na área da educação é algo sem paralelos. Já  disse em várias oportunidades que as universidades foram revitalizadas com o REUNI e a criação de novas universidades que passou pelo Congresso com muita tranqüilidade. Aqui nós temos o exemplo da UNILA, aprovada por unanimidade com todas as lideranças endossando este projeto. Houve também uma injeção de recursos para recuperar as instalações físicas, ampliar os campus universitários, novas bibliotecas, para contratação de professores. Tudo isso muito bem executado pelo Ministério da Educação, mas sempre com apoio do Legislativo. Fica claro que há uma grande vontade política de valorização para a formação de novos quadros que irão contribuir para o desenvolvimento do país. Houve neste governo um grande resgate das universidades públicas e hoje estamos olhando para o futuro, planejando, tirando projetos da gaveta, pensando em como avançar mais, quais as inovações necessárias, as novas metodologias de ensino. Também temos a ampliação do ensino técnico tecnológico que leva com boa formação o jovem para o mercado de trabalho. Além do investimento em recursos humanos com a equiparação salarial, apoio à saúde e qualificação do servidor. Tudo muito sintonizado com o que o Brasil precisa.

Mas, ainda temos um déficit muito grande de acesso ao ensino superior. As estatísticas mostram que perto de 13% apenas dos jovens estão numa universidade. Tudo o que gostaríamos é que estas políticas todas se consolidem. Não desejamos que isso seja apenas um sopro de investimentos, então o grande caminho é que o governo invista mais nas políticas sociais de acesso para que a nossa juventude possa vir à universidade e também dê permanência. Neste sentido, o MEC tem nos apoiada nas políticas de assistência estudantil em questões como melhorias para o Restaurante Universitário, para moradia estudantil, saúde e transporte gratuito para o estudante, além dos programas de bolsas que recebem muitos recursos alcançando cerca de dois mil estudantes.mAlém deles não pagarem os estudos, tem dinheiro para pagar suas despesas. Com isso o aluno tem condições de permanecer na universidade, se forma e vai servir à sociedade.”

Foto: Gilson Camargo

ensino público – depoimento de marlei fernandes de carvalho, presidente do sindicato dos trabalhadores em educação pública do paraná (app sindicato)

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“Recebemos com muita satisfação a notícia da eleição do deputado Angelo Vanhoni para a Comissão de Educação e Cultura. Ele sempre foi um companheiro nosso da educação. Eu estive nestes últimos anos em Brasilia na Comissão de Educação e Cultura acompanhando vários projetos de âmbito nacional que interessam os professores e funcionários do nosso país e o deputado esteve sempre presente com um debate bastante afirmativo, esteve sempre em diálogo com a APP para saber nossas reivindicações e para se apropriar melhor dos nosso projetos. Para nós é muito importante ter a frente desta Comissão um paranaense, companheiro da educação brasileira. Digo brasileira porque o Vanhoni possui um trânsito significativo, por exemplo, junto à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Trata-se de um reflexo, porque o Vanhoni tem uma importante trajetória na defesa destes interesses e, também, devido a sua atuação neste mandato como deputado federal.

Temos um acúmulo grande de projetos significativos nos últimos anos. Teremos uma reorganização agora na Conferência Nacional da Educação, da Frente Parlamentar em defesa do Piso Salarial Nacional dos professores. Mesmo este tema tendo ficado um ano em debate no Congresso, com muitas audiências na Comissão da Educação e Cultura, ele está sob júdice. Acredito que uma das prioridades é a Comissão retomar a defesa do piso, pois, nós demoramos duzentos anos para conquistá-lo! O piso foi aprovado em 2008, já é lei, mas, tivemos uma ação de inconstitucionalidade gerando grandes dificuldades na sua aplicação. A partir do momento em que temos uma lei que está sob júdice pelo Supremo Tribunal Federal, isso cria uma dissonância. Já é difícil que alguns prefeitos e governadores apliquem o piso, 70%  dos professores em nosso país não recebem um salário de novecentos reais por uma jornada de 40 horas e isso tem acarretado um grande atraso para a comunidade educacional do Brasil. Neste dia 16 de março teremos uma grande mobilização nacional para reivindicar que o Supremo vote esta matéria. Acho, portanto, que o papel da Comissão de Educação é dialogar com o poder judiciário para que os trabalhadores em educação possam ter este piso que é o início das suas carreiras.

Avançamos muito neste último período. Aumentamos os investimentos para educação, agora estamos chegando a 5% do PIB. A Conferência Nacional de Educação é um grande marco deste governo. Reunirmos um milhão de trabalhadores da educação brasileira é uma grande conquista. Como sempre diz o presidente, “nunca na história deste país” nós pudemos chegar em municípios pequenos com profissionais que nunca haviam debatido políticas públicas. Realmente a Conferencia vai consolidar um processo, ainda lento, mas, progressivo de alteração do cenário educacional brasileiro e vai trazer o que mais desejamos para a sociedade brasileira que é uma educação pública de qualidade, laica e para todos e todas.

Outros temas que estão na pauta educacional: as novas diretrizes de carreira, que é um projeto que passou pelo Congresso e agora vai para o Senado e é  importante que seja reafirmado. As diretrizes de carreira para os funcionários de escolas, a qual nós conseguimos aprovar a lei para que eles estejam categorizados como profissionais da educação.

E, por último, acredito que a participação da Comissão de Educação na Conferência Nacional seja fundamental para que possamos consolidar no Plano Nacional da Educação diversas políticas, o financiamento, a gestão democrática e as relacionadas às universidades, entre outras. A sociedade civil fará um amplo debate, porém, quem vai votar e decidir são os deputados. Estaremos fazendo uma ação junto ao parlamento e se tivermos aliados na Comissão, como temos o deputado Vanhoni, faremos uma boa disputa dentro do Congresso.”

Foto: Gilson Camargo

produção cultural – depoimento de joão luiz fiani, presidente do sindicato dos empresários e produtores de espetáculos de diversão do estado do paraná (seped)

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Da platéia do Teatro Lala Schneider, inaugurado há 15 anos, João Luiz Fiani dirige um dos espaços de maior índice de público da cena teatral curitibana, além de presidir o SEPED, produzir, adaptar, dirigir e atuar em centenas de espetáculos levados na cidade.

“Para nós é um grande orgulho o Angelo ocupar a presidência da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Principalmente porque o Paraná sempre fica relegado a segundo plano nesta área. E de outro lado é uma vitória. O Angelo sempre esteve envolvido com as questões culturais e eu o vejo como uma luz no fim do túnel. Estou orgulhoso e feliz por ser amigo dele e saber que o seu trabalho sempre foi muito sério. Um dos debates que passará por esta Comissão é a Lei Rouanet. Eu vejo ainda este assunto como uma utopia para nós aqui no Paraná. Fazer uso dela é uma situação utópica. Rezo para que o Vanhoni a frente desta Comissão possa fazer com que nós, reles mortais,  possamos ter acesso a este mecanismo. Esta é a nossa expectativa.

Como representante dos produtores de cultura, como presidente do SEPED, acho que a gente ainda sofre muito com a falta de recursos e incentivos. Temos apenas a lei municipal, nada em nível estadual e muito pouco na esfera federal. Com o Vanhoni, temos um aliado de Curiitba e do Paraná. Temos aqui muitos produtores de qualidade, artistas maravilhosos e o que falta realmente é esta projeção e respeito nacional. Mas, este é um importante passo, ter um paranaense sensível à cultura a frente deste processo.

Na época da campanha eleitoral foi falado muito em estadualização da Lei Rouanet, o que para mim é uma grande sacada e poderia ser a salvação da cultura brasileira. Infelizmente pelo que eu soube o eixo Rio-São Paulo foi totalmente contra e, se essa briga não for resolvida mais uma vez ficaremos relegados ao último plano. As grandes empresas preferem investir nos artistas de São Paulo e Rio, que normalmente tem maior visibilidade. Então espero que isso possa ser revertido. Não podemos esquecer que isso foi promessa de campanha e ainda não foi realizada.”

Foto: Gilson Camargo

aula magna do instituto federal do paraná – ifet jacarezinho / pr

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Sede do IFET Jacarezinho, em fase de conclusão. A finalização das obras está prevista para o inicio de maio.

Para dar início ao ano letivo dos IFETs no Paraná, foi realizada nesta segunda-feira,  dia 02 de março, aula inaugural proferida pelo reitor Alipio Santos Leal com transmissão simultânea de Curitiba, do auditório do Instituto Federal do Paraná para todos os 12 campi do estado. O reitor destacou o crescimento do Instituto informando que a meta para 2010 é atender a 5 mil alunos em cursos presenciais e outros 50 mil em cursos à distância. Hoje há 20 mil alunos matriculados neste tipo de curso. Também destacou a importância deste ano para a expansão do IFPR em todas as regiões do estado: “2010 será o ano da consolidação de tudo que iniciamos no ano passado. Estamos na expectativa com a vinda dos novos professores e técnicos para que possamos ir preparando a expansão dos cursos e vagas”.

Em 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que mudou a organização do ensino tecnológico brasileiro. Agora, as escolas técnicas e agropecuárias e os centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET) estão agrupados em novos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFET). Criado através da lei federal 11.892, o Instituto Federal do Paraná teria, inicialmente, 07 unidades (Curitiba, Paranaguá, Telêmaco Borba, Jacarezinho, Umuarama, Foz do Iguaçu e Paranavaí), mas, através de parcerias com municípios e a viabilização do MEC, o processo seletivo de 2009 contemplou vagas também em Londrina (com campus já estabelecido), Irati, Campo Largo, Assis Chateaubriand e Ivaiporã. No ano passado, os deputados da bancada paranaense no Congresso se reuniram com o ministro da Educação, Fernando Haddad e conseguiram a aprovação para a construção de mais 08 novas unidades do Instituto Federal do Paraná no estado. Em breve o IFPR chegará a 20 unidades com campus próprios e unidades avançadas.

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O deputado federal Angelo Vanhoni participou do evento de abertura das aulas no IFET de Jacarezinho. A aula inaugural foi assistida no Cine Teatro Iguaçu pelos 120 alunos matriculados e aprovados para os cursos de Alimentos, Eletromecânica e Informática. A prefeita Tina Toneti destacou a importância do envolvimento do município e de autoridades na conquista do IFET para a cidade. “Tive que convencer o ministro da Educação sobre o potencial da nossa cidade e para isso contei com a ajuda fundamental do deputado federal Angelo Vanhoni. Agora a história é outra, nossos jovens não precisarão mais sair da sua cidade para estudar e ajudarão de forma qualificada a desenvolver Jacarezinho e toda a região.”

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Eu pude acompanhar o surgimento dos IFETs desde o início até eles se tornarem uma realidade. Antes do governo Lula havia uma lei no Congresso Nacional que proibia investimentos do Ministério da Educação no ensino tecnológico. A maioria das escolas agrícolas que tinhamos no Paraná e em outras cidades do Brasil foram fechadas e o estudante que não teve acesso a uma vaga no ensino superior ficou sem alternativas de qualificação profissional.

O ministro Haddad, a pedido do presidente Lula, desenvolveu um plano que muda a concepção de trabalho do Ministério e do Governo Federal. O Ministério da Educação cuidava apenas das Universidades Federais, das 50 que existem em nosso país. Temos, no entanto, 11 milhões de crianças de 2 a 6 anos de idade fora da escola no Brasil. No ensino fundamental temos 93% dos jovens matriculados, no ensino medio, até 17 anos, o índice é de 92%. Existe, portanto, uma grande defasagem no acesso ao ensino superior e também no acesso ao ensino de base. Para reverter este quadro o governo está realizando o Pŕo-Infância, direcionando recursos para a construção de creches em todo o Brasil. Agora os prefeitos estão recebendo recursos para construção de creches. Aqui em Jacarezinho duas estão sendo construídas. Surgiu o entendimento de que a criança precisa estudar desde pequena, ser estimulada para a aprendizagem, para entrar no ensino fundamental já com um nível de escolarização e com melhores oportunidades de se desenvolver.

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Outro investimento forte do governo federal é no ensino técnico para resolver o problema do jovem que não chega até a universidade por falta de vagas. Os milhões de jovens que ficam fora das universidades, com o ensino profissionalizante poderão  disputar o mercado de trabalho com dignidade. São 150 escolas iguais a essa de Jacarezinho, localizadas principalmente no interior dos estados para valorizar o potencial das cidades pólo de todo o país. O Brasil está num momento crucial, pois, acabamos de descobrir uma nova reserva de petróleo, o pré-sal. Nos próximos anos poderemos exportar petróleo, o que significa o aporte de muitos recursos, que serão usados para resolver problemas sociais brasileiros. Para isso precisaremos de capacitação técnica e recursos humanos qualificados para dar conta deste importante desafio.
Angelo Vanhoni

O evento foi encerrado com a apresentação do diretor do IF Campus de Jacarezinho, Gustavo Villani Serra, que anunciou o inicio das aulas para 24 de maio, além de dar as primeiras informações sobre o funcionamento dos cursos. O Instituto Federal começa a funcionar com os cursos técnicos de Alimentos (manhã), Eletromecânica (noite), e Informática (manhã e noite).

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Vanhoni e a prefeita Tina Toneti, durante visita à obra do Ifet.

Alguns dos IFETs, como o de Jacarezinho, adiaram o início das aulas devido à finalização das obras enquanto aguardam ajustes necessários para a realização de concursos para a contratação de professores. O Ministério do Planejamento autorizou no dia 31 de dezembro a realização de concursos para 8.900 vagas nas Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica vinculadas ao Ministério da Educação. Deste total, 5 mil são para professores e 3.900 para técnicos administrativos. Segundo informações da prefeitura, o Ifet Jacarezinho inicialmente contratará 10 professores e dará prioridade aos que morem na região.

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Fotos: Gilson Camargo




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