teatro de bonecos popular do nordeste – patrimônio cultural do brasil

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Catirina e Benedito. Bonecos de papel marchê sobre cabaça – Mestre Clóvis, Paraíba.

Emenda parlamentar aprovada pelo deputado Angelo Vanhoni viabiliza encontros dos mestres-bonequeiros do Nordeste. A emenda tem por objetivo oportunizar a reunião e a documentação das atividades dos mestres-bonequeiros, no intuito de registrar o Teatro Popular de Bonecos do Nordeste como Patrimônio Cultural Brasileiro.
link para projeto Mamulengo Patrimônio

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“No Brasil é o “mamolengo” a expressão mais antiga e primitiva do teatro de figuras. Muito popular em Pernambuco, é de importação européia. Conserva sempre uma linha de ação dramática muito simples, inspirada diretamente nos fatos diários. Os bonecos tem cabeça e mãos de madeira (balsa, mulungu, imburana) e o corpo de pano vazio, como uma luva. São manipulados acima de uma cortina ou telão por trás da qual se escondem os operadores. São eles também que falam pelos bonecos.
A etimologia do termo “mamolengo” ainda nao foi definitivamente esclarecida. Presume-se que ele tenha origem na conjugaçao de duas palavras: “mão” e “molengo”, mão mole, mão que se move.

Martim Gonçalves.

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Renato Perré – Presidente da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos/ABTB – com boneco talhado em madeira de Mulungu.
link para Teatro Filhos da Lua

“Proposto pela Associação Brasileira de Teatro de Bonecos – ABTB, o Registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste como patrimônio cultural do Brasil obrigará a criação de um plano de salvaguarda desta expressão cultural pelo IPHAN. A partir daí, o poder público assumirá o compromisso de implementar políticas públicas de revitalização desta arte, o que poderá reverter a ameaça de extinção desta tradição e garantir a sobrevivência dos mestres-bonequeiros.
De acordo com a titular da 4ª Superintendência Regional do IPHAN, Olga Paiva, para que um bem cultural  ganhe o reconhecimento é preciso que tenha relevância nacional. A superintendente considera que isso ocorre com o teatro de bonecos, já que é apreciado por expressiva parcela da população na região Nordeste .”
fonte: Diario do Nordeste.

Fotos: Gilson Camargo



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